Design sprint na prática: conheça as etapas e o dia a dia

Gestão de TI

Design sprint na prática: conheça as etapas e o dia a dia

Renê Chiari
Escrito por Renê Chiari
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Com a Transformação Digital à beira do mercado, as empresas cada vez mais buscam por formas de potencializar a produção em uma maneira que acompanhe a realidade. Hoje, as demandas surgem num estalar de dedos. Necessidades são mutáveis e os contextos variam. Estar à frente dessa curva é conseguir não apenas absorver essas mudanças, mas aplicá-las em seu produto ou serviço. No entanto, como operacionalizar isso? Com o Design Sprint!

O Design Sprint é uma metodologia de projetos que vai do A ao Z: do conceito à tangibilização de uma ideia. Trata-se de uma forma colaborativa e estruturada de conquistar resultados assertivos.

Na sua empresa, o Design Sprint já é aplicado? Se não, talvez seja uma boa ler esse conteúdo.

Além disso, se você profissional, sabe como funciona a metodologia ou mesmo como se tornar expert nela? Aqui, também explicaremos isso.

E então, bora aprender? É só continuar a leitura!

Ei, antes de prosseguir, reserve um tempinho para ler nosso conteúdo e conhecer o Lean IT para melhorar a implementação de processos.

O que é design sprint?

O que é design sprint?

O Design Sprint é uma metodologia ágil de desenvolvimento de produtos ou serviços, criada na Google Ventures. Entre seus pilares, destacam-se princípios de Design Thinking e metodologia Lean.

É uma maneira express de criar algo focado no usuário final, passando por toda parte de imersão, ideação e prototipagem.

No Design Sprint, agilidade é a palavra-chave: trata-se de uma forma de acelerar o trabalho da equipe de desenvolvimento, criando protótipos de produtos ou serviços em curto prazo.

Seu intuito é reduzir as semanas — ou meses — que costumam emperrar o desenvolvimento de um produto. Com um time focado e apoiado pela correta infraestrutura tecnológica, é possível reduzir o ciclo produtivo a apenas 5 dias.

Confira um vídeo de explicação da metodologia conduzido pelo seu próprio criador, Jake Knapp:

Ou seja, é uma metodologia que respira modernidade. Ao adotá-la, sua empresa embarca em uma jornada por competitividade, criatividade e inovação.

Quando devo usar design sprint?

O Design Sprint se encaixa perfeitamente em alguns cenários — porém, nem tanto em outros. Por isso, é essencial conhecer as suas características.

Por se tratar de uma metodologia ágil, o Design Sprint serve como uma luva em startups ou produtos e serviços digitais. São locais e ofertas que exigem rapidez e dinamismo na sua execução, justamente por ocuparem espaço em um mercado tão volátil como o online.

Em startups, como o Slack, conforme informa a própria GV, o Design Sprint foi utilizado como forma de revisar as práticas de marketing e aumentar o alcance da marca, conquistando mais clientes.

Costuma ser uma boa para desenvolvedoras de aplicativos e softwares, bem como empresas do ramo tecnológico em geral. Afinal, nesses locais, tempo não é apenas dinheiro, mas a reputação do negócio.

Assim, é uma metodologia perfeita para empresas que buscam validar ideias de forma econômica, rápida e assertiva — sem a necessidade de chegar a um MVP (Mínimo Produto Viável).

É também uma alternativa às empresas que buscam se livrar dos rotineiros brainstormings. Nesses casos, o foco é tirar algum resultado da reunião, e não apenas o outline de ideias.

Benefícios do design sprint

Benefícios do design sprint

No Design Sprint, o principal destaque é a agilidade. A opção de dispensar o MVP para uma validação de ideia com até 40 horas de trabalho é o sonho para muitas empresas. Trata-se, de forma bem direta, de um atalho produtivo.

Porém, além de tudo, vale destacar que o Design Sprint é um produto do seu tempo. Uma metodologia inovadora para tempos inovadores, que exige uma rede flexível de pessoas com know-how diferentes e execuções dinâmicas.

Afinal, o Design Sprint se dá com o envolvimento de um grupo singular de profissionais: desenvolvedores, pesquisadores, designers, gestores e mesmo usuários finais.

O principal trunfo do Design Sprint é a centralização da discussão. Ao organizar e condensar as ideias, é possível tornar o trabalho mais harmonioso — por mais caótica que a execução seja, o que resulta em menos retrabalhos e iterações mais frequentes.

O Design Sprint parte do princípio que para um produto ou serviço vingar de verdade, é preciso ser disruptivo.

Aqui, esqueça o teor clichê da palavra.

Procure focar no sentido prático dela: disrupção capaz de criar um impacto significativo no mercado, suprindo as dores dos clientes e conquistando sua preferência.

Design sprint na prática: implementação no dia a dia

Design sprint na prática: implementação no dia a dia

E então, chega de teoria e bora aprender o Design Sprint na prática?

Certo, mas calma lá: é preciso conhecer a fundo o processo. Dessa forma, você evita erros e coleciona acertos, validando ideias eficientes e reduzindo custos.

Primeiro de tudo, lembre-se que o Design Sprint deve ser composto por uma equipe multidisciplinar. Como abordamos antes, todo time de desenvolvimento do produto deve estar presente, bem como outros profissionais relevantes.

Traga pesquisadores, designers, vendedores que entendem as dores do cliente, alguém do atendimento, outra pessoa do setor de Logística.

O objetivo aqui é tirar um protótipo do papel em 40 horas — ou seja, 5 dias consecutivos de trabalho focado.

O que o time vai aplicar? Bom, todos os conhecimentos possíveis: estratégias de negócios, táticas inovadoras, metodologias como Design Thinking, analytics avançado. O que for preciso e que agregar!

Com isso, você deve ter o problema a ser resolvido bem descrito, claro e objetivo. É o seu foco nesse processo.

Agora, chegou a hora de colocar a mão na massa. Reúna o pessoal e todo o material em um ambiente — como uma sala de reuniões — e dê início!

1° dia – Entendimento/Definição

Na segunda-feira, o dia é reservado para entender o problema, suas origens, suas arestas, seus poréns e suas hipóteses. É um dia de pesquisa intensa, onde o objetivo é entender “o que torna o problema um problema”.

2° dia – Sketch/Divergência

Na terça-feira, o objetivo é incentivar cada profissional do time a buscar soluções e desenhá-las, criando sketches de suas ideias. O objetivo é captar insights “puros”, baseados no background profissional de cada um, sem julgamentos.

3° dia – Decisão

Na quarta-feira, o famoso terceiro dia do Design Sprint, é quando as coisas começam a ficar mais sérias. É hora de ideias serem escolhidas, mergulhando nas hipóteses propostas, descartando aquilo que não trará o resultado esperado.

O que for escolhido deve ir para o storyboard, onde a equipe definirá o passo a passo para alcançar o protótipo.

4° dia – Prototipação

Finalmente, o dia de prototipar: erguer as mangas e colocar a mão na massa. O objetivo é, com base no storyboard, criar um protótipo da ideia escolhida, bom o bastante para ser testado.

5° dia – Testar e validar

Na sexta, estamos quase na linha de chegada: é a hora dos testes. A ideia aqui é colocar o protótipo nas mãos de usuários finais, incentivando o uso e buscando de suas experiências o feedback adequado.

Os resultados, muito mais do que apenas conclusivos, servirão de insumo para melhorias ou mudanças no seu escopo.

A partir daí, com toda inteligência de dados e informações na mão, você saberá se deve dar continuidade à ideia e à validação do protótipo, ou se deve seguir por outro caminho.

Existe uma certificação do Google para Design Sprint?

Se você está em busca de uma certificação para aprender a aplicar e conduzir um processo de Design Sprint, saiba que o Google não tem uma certificação própria para a metodologia.

Porém, é fácil encontrar vários cursos pela Internet. Portanto, a escolha da instituição é sua!

No entanto, uma forma de aprender direto da fonte é com o livro “Sprint: O Método Usado no Google Para Testar e Aplicar Novas Ideias em Apenas Cinco Dias”, do próprio Jake Knapp, criador da metodologia. Clique para ver o livro na Amazon!

Sprint: O Método Usado no Google Para Testar e Aplicar Novas Ideias em Apenas Cinco Dias

Design Sprint 2.0: o que há de novo?

Para os curiosos, fica o aviso: já está rolando por todo mercado uma versão 2.0 da metodologia.

Em vez de 5 dias, o processo toma apenas 4 dias, com envolvimento da equipe principal apenas nos dois primeiros.

Apesar de bastante útil, a primeira versão é bastante amigável à Startups, porém, não para outras empresas, especialmente as mais tradicionais. A nova versão da metodologia trata de mudar isso, adequando seu funcionamento para envolver times de desenvolvimento, setor de marketing e P&D.

Agora que você conhece mais sobre o Design Sprint e sua aplicação, que tal testar no seu negócio?

Com certeza será uma experiência enriquecedora e capaz de trazer resultados incríveis!

Ah, e lembre-se: a certificação ITIL4, que visa o domínio da principal abordagem ao segmento de ITSM, o gerenciamento de serviços de TI, você encontra aqui na ITSMNaPrática! Embarque na jornada de qualificação e faça sua certificação ITIL4.

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